A Selva Florestal

Reflorestamento

1. Qual é a importância?

As atividades de reflorestamento promovem a remoção ou “sequestro” de CO2 da atmosfera, diminuindo a concentração deste gás de efeito estufa e, consequentemente, desempenhando um importante papel no combate à intensificação do efeito estufa. A remoção do gás carbônico da atmosfera é realizada graças à fotossíntese, permitindo a fixação do carbono na biomassa da vegetação e nos solos. Conforme a vegetação vai crescendo, o carbono vai sendo incorporado nos troncos, galhos, folhas e raízes. Cerca de 50% da biomassa vegetal é constituída de carbono, e a floresta amazônica é um grande estoque mundial de carbono pela sua área e densidade de biomassa (armazena cerca de 136 toneladas de carbono por hectare).

2. Como Acontece?

A recuperação natural da vegetação se dá por estágios, cada um dos quais é caracterizado pela predominância de um tipo de vegetação diferente. As espécies chamadas de pioneiras são as primeiras a aparecer e se constituem de arbustos de pequeno e médio porte e ciclo de vida curto. Já as espécies de ciclo de vida mais longo e grande porte são chamadas de “clímax” e aparecem logo depois das espécies intermediárias. Portanto, o que o processo de reflorestamento, faz é acelerar esse processo de sucessão plantando-se espécies pioneiras e clímax ao mesmo tempo de forma equilibrada. Garantindo que as pioneiras crescerão fornecendo sombra para as clímax, mas sem abafá-las.

3. No Brasil...

O Brasil possui atualmente cerca de 6 milhões de hectares em área reflorestada com eucaliptos que são destinadas à produção de carvão vegetal para a indústria siderúrgica e de ferroligas, para produção de celulose, papel, painéis de madeira e outros subprodutos, como tecido sintético, cápsulas de remédios, produtos de limpeza, alimentos, perfumes e medicamentos. Em uma proteção racional às florestas nativas, cresce a cada dia o uso da madeira sólida proveniente dessas plantações florestais. Embora muitas vezes criticadas pela opinião pública como uma ameaça às florestas naturais, as florestas plantadas de Eucalyptus e Pinus cumprem, na verdade, um papel de compensação, fornecendo a matéria-prima que de outra forma seria obtida das florestas naturais. Além disso, os eucaliptos são árvores de crescimento rápido, de alta rotatividade natural e comercial, pois possuem diversas aplicações e utilidades, assim como já havia notado Navarro de Andrade anteriormente.

4. Qual a Origem?

As questões relacionadas à preservação do meio ambiente vêm se tornando uma preocupação crescente na sociedade mundial desde pelo menos a década de 1970, com a intensificação dos debates internacionais sobre essas questões. Essa tomada de consciência está ligada à constatação de que o homem depende intimamente de um ambiente saudável que garanta condições adequadas à manutenção da vida em diversos níveis no presente e no futuro.

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Um levantamento independente do desmatamento da Amazônia aponta uma inversão da tendência de queda da perda florestal que vem se observando nos últimos anos. Em maio, o sistema de monitoramento de imagens de satélite SAD, do instituto de pesquisa Imazon, detectou 84 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Um aumento de 97% em relação a maio do ano passado, que registrou 42,5 km². Considerando o acumulado de agosto a maio, o desmatamento totalizou 1.654 km², 89% superior ao mesmo período do ano anterior, que somou 873 km².

Se esse ritmo se mantiver nos meses de junho e julho, tradicionalmente os de maior avanço do corte raso, por ser período de seca, o desmatamento total pode passar de 6 mil km², estima Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon. Segundo ele, esses dois meses costumam representar 30% do total. “Ao menos que nesses meses o desmate seja excepcionalmente baixo, vai ocorrer um aumento expressivo”, alerta.

A avaliação, apesar de obtida a partir da análise das mesmas imagens de satélite usadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), não é considerada pelo governo. São os dados do Inpe que compõem o cenário oficial de desmatamento. No início do mês, por exemplo, o órgão apontou que o desmatamento de agosto de 2011 a julho de 2012 (meses que marcam o início e o fim do calendário de monitoramento) foi o menor da história do monitoramento – caiu 29% em relação ao período anterior, chegando a 4.571 km².

O próprio Inpe, porém, tem mostrado algumas mudanças de lá para cá. De agosto do ano passado a fevereiro deste ano o órgão informou que o desmatamento cresceu 26,6% (na comparação com o intervalo ago/2011 a fev/2012). O anúncio seguinte, sobre o bimestre março e abril deste ano, trouxe queda de 66%, sempre comparando com o mesmo período do ano anterior. Ainda não foram divulgados os dados de maio.

Fatores como nuvens impedindo a visualização (bastante comuns no período de chuvas, que vai até março) e a forma de análise das imagens, que difere entre os dois institutos, não raro resulta em diferenças entre os números obtidos. Mas, em geral, eles batem em relação à tendência sobre o que está acontecendo na região. O Imazon, no entanto, por atuar na região do Pará, também faz muitas parcerias em campo com o governo do Estado e com o Ibama, o que permite acompanhar de perto o que está acontecendo e também facilita a checagem de alguns dados in loco.

“Tem coisas que o SAD não detecta, mas em campo a gente vê. A região de Castelo dos Sonhos, por exemplo, estava completamente coberta de nuvens. Ninguém via nada, nem conseguia sobrevoar o local. Quando foi possível chegar lá, se encontrou um desmatamento de 6 mil hectares. Daqui para a frente, como a tendência é ter menos nuvens, vamos ter uma noção melhor do estrago”, diz Veríssimo.

Ele afirma, com base em pesquisas em campo sendo feitas pelo Imazon, que o maior gargalo no momento é o chamado desmatamento especulativo, principalmente nas regiões do oeste do Pará e sudeste do Amazonas. E que ocorre mesmo debaixo de chuva, justamente porque é mais difícil enxergar e também de a fiscalização chegar até lá.

“É gente que derruba com a expectativa de que uma hora vai conseguir regularizar a terra e vendê-la”, diz. “Praticamente, não se vê mais o desmate de quem está na cadeia produtiva e quer aumentar sua área para plantar ou pôr gado. Nesses casos, os mecanismos de comando e controle do governo têm funcionado. Mas o governo vai ter de mudar a estratégia, talvez deixar claro que essas áreas desmatadas para especulação não vão nunca ser regularizadas. Aí cria um prejuízo e pode ser que a prática estanque”, diz.

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